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Noticia de: 08 de Fevereiro de 2018 - 09:33
Campanha do TJMS busca Carnaval sem assédio contra mulheres



 
 

Campanha do TJMS busca Carnaval sem assédio contra mulheres

 
 

O Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, lança a Campanha contra o assédio durante os festejos de Carnaval em todo o Estado. Posts com as hashtags #zeroassedio e #respeito estão nas redes sociais do TJMS para passar a mensagem: “Neste Carnaval pode pular, pode brincar, mas sem assediar, ok?”.

A coordenadora da Mulher de MS e juíza da 3ª Vara de Violência Doméstica da Capital, Jacqueline Machado, explica que as mulheres devem se empoderar e não aceitar os atos de assédio. Quem se sentir lesada pode procurar a Casa da Mulher Brasileira, na Capital, e as delegacias no interior, ou ainda ligar nos telefones 180 ou 190.

A campanha começa antes dos dias de festejos de carnaval, justamente para conscientizar e informar que o assédio não deve ser tolerado. “É muito importante que se entenda que os direitos dos homens e das mulheres são iguais. A mulher tem direito à privacidade do seu corpo, tem direito de usar a roupa que quiser sem ser molestada por isto. Quando a mulher diz não, é não. O homem precisa entender que a mulher tem voz e que ele pode perguntar e não passar a mão ou forçar um beijo ou passar a mão”, diz Jacqueline.

Para se ter ideia do cenário de violência de gênero, que ocorre durante os dias de carnaval, no ano de 2017 as denúncias de assédio sexual subiram 90% em todo o Brasil, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal.

“Eu verifico que há aumento das denúncias de assédio, durante os festejos de carnaval, devido ao encorajamento das mulheres em não se calar e denunciar, diante dos assédios”, disse a magistrada, que ressalta o caráter estrutural, de educação e de cultura da sociedade, que ainda é muito machista.

Para ficar um pouco mais claro como se configura o assédio sexual, principalmente durante o carnaval, a juíza reforça as práticas que podem acontecer.

O assédio é aquele comportamento ofensivo, impertinente, que perturba e que pode configurar várias crimes, inclusive o estupro, a depender da forma como é feito. “As mulheres têm voz e elas sabem dizer quando querem ou quando não querem uma relação, ou algum tipo de vínculo. Os homens precisam aprender a perguntar, a ouvir um não e aceitá-lo. E isto é que é básico na nossa sociedade”.

“É importante deixar claro para os foliões, homens e mulheres, que o corpo feminino deve ser respeitado, independente da roupa que a mulher está vestida, já que as fantasias de carnaval costumam mostrar muito mais o corpo da mulher, mas isto não justifica, de modo algum, qualquer tipo de assédio ou agressão”, diz a magistrada, finalizando, “com respeito, tudo dá certo e o Carnaval se torna muito melhor”.

Como denunciar – As pessoas que se sentirem assediadas podem ir na Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, localizada na rua Brasília, s/n, no Jardim Imá (próximo ao Aeroporto) e, no interior, nas Delegacias de Polícia. Também podem ligar no número 180 (Central de Atendimento à Mulher), no 190 de emergência da Polícia, ou no telefone 0800 647 1323.

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